Participação e transparência: Instituto Arbo fortalece atuação coletiva na execução dos Projetos Comunitários de Reparação
- Arbo Instituto
- 29 de mai.
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As comunidades evacuadas de Socorro, Piteira, Tabuleiro e Vila do Gongo seguem tendo papel central nas decisões sobre os Projetos Comunitários de Reparação.
Desde o início do trabalho do Instituto Arbo junto às comunidades evacuadas de Socorro, Piteira, Tabuleiro e Vila do Gongo, em 2024, as pessoas têm sido o ponto central de todo o processo. Esse trabalho construído em conjunto possibilitou a elaboração dos 23 Projetos Comunitários de Reparação, desenvolvidos a partir das demandas, necessidades e decisões coletivas das próprias comunidades.
Agora, com o início da execução desses projetos, as comunidades continuam tendo papel central nas decisões, por meio do Grupo de Acompanhamento (GA). Formado pelas próprias pessoas atingidas, o GA é um espaço de participação, diálogo e decisão coletiva, criado para acompanhar de perto cada etapa da execução dos projetos.
Segundo Maurício Botrel, Coordenador do Projeto da Entidade Executora, o processo de construção do grupo foi pensado justamente para garantir que as decisões mais importantes continuem sendo feitas com participação comunitária:
“Foi feito todo um processo de escolha dos membros desse grupo, que eles ajudem a tomar decisões que são estratégicas, que diz respeito a recursos, a execução de projetos, a cronograma de execução de projetos, criar regras para quem pode participar, quem não pode participar, enfim, um conjunto de decisões que são fundamentais para que a execução dos projetos alcancem os objetivos.”
Entre seus principais objetivos, o GA acompanha a execução dos Projetos Comunitários, participa das decisões sobre os projetos e contribui para o monitoramento das ações e a transparência na utilização dos recursos.
Para Tainara Cristina, pessoa evacuada da comunidade de Socorro, a criação do grupo aproxima ainda mais as comunidades do acompanhamento das ações e facilita o entendimento sobre o andamento dos projetos:
“É, achei assim a ideia, né? Aplicada muito bacana, né? Na comunidade a gente tem as pessoas, né, ideais pra isso, e acredito que com o acompanhamento dela fica mais fácil, né, a gente entender como que isso tá acontecendo, em que fase tá, a gente consegue ter a referência mais próxima de alguém que é da comunidade.”
A criação do Grupo de Acompanhamento fortalece a autonomia das comunidades e representa mais um passo importante para garantir transparência, participação e diálogo em todo o processo de reparação.
Fotos: Instituto Arbo/Wesley Costa















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